Diabetes

O diabetes é considerado uma pandemia desde 1940, isto é, uma epidemia amplamente disseminada que afeta o mundo inteiro. Estima-se que mais de 250 milhões de pessoas têm diabetes e, que nos próximos 20 anos, este número deva chegar a 380 milhões.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras da doença e 500 novos casos são diagnosticados a cada dia.

Embora exista uma predisposição genética para desenvolver o diabetes, as verdadeiras causas estão no estilo de vida estressante e na alimentação totalmente equivocada dos dias atuais, rica em carboidratos refinados (principalmente  açúcar e  farinha branca) e  pobre em fibras e gorduras boas.

Do ponto de vista epidemiológico, o diabetes está associado ao estilo de vida ocidental e não é comum nas culturas em que se preserva a alimentação tradicional e nativa. Porém, quando estas culturas trocam sua alimentação tradicional pelos alimentos industrializados, as taxas de glicose aumentam consideravelmente e desenvolvem diabetes em um alto percentual.

Diabetes, portanto, é uma doença decorrente do nosso estilo de vida.

O diabetes vem crescendo no mundo na mesma proporção que aumenta o consumo de açúcar e carboidrato, o Brasil é o maior consumidor de açúcar do mundo percapta, e portanto com certeza será o número um em número de portadores de diabetes, por enquanto ele ocupa o terceiro lugar, os EUA e México ficam disputando entre si os primeiros lugares. 

O diabetes anda de mãos dadas com a OBESIDADE, e hoje já se fala em DIABESIDADE, pois as 2 doenças estão intimamente ligadas, são como “irmãs”. Em geral a obesidade vem primeiro e depois a diabetes, mas muitas vezes começam juntas.

Não temos genética para consumir o que consumimos hoje de açúcar e carboidrato, nossa genética é a mesma dos nossos antepassados que viviam nas cavernas (Período Paleolítico). Eles eram caçadores coletores, portanto comiam vegetais, frutas/castanhas ovos e carne.

Já é comprovado pela ciência que todo animal em cativeiro que altera a alimentação que dispunha na natureza, adoece, não é diferente com a raça humana, e basta olhar em torno para ver a realidade disto.

Os povos que ficam distante da civilização e que comem como seus ancestrais, são povos saudáveis. Mas quando vem para a civilização e alteram seus hábitos alimentares, adoecem.  

Portanto para termos saúde precisamos comer o mais parecido com o que comiam nossos ancestrais.

Hipotireoidismo

É uma queda na produção dos hormônios da tireoide – a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). É o distúrbio mais comum dessa glândula, e vem crescendo de forma assustadora. E no meu ver este crescimento tem muito a ver com INTOXICAÇÃO, por flúor, cloro e bromo, os alógenos do IODO.

E por quê? Porque o flúor, cloro e bromo deslocam o iodo de seu lugar e o ocupam, mas a molécula que tem o flúor, cloro e/ou bromo no lugar do iodo é DISFUNCIONAL. Os exames de dosagem de T3 e T4 muitas vezes não mostram a realidade, porque as máquinas que dosam, não distinguem as moléculas certas (com iodo) das disfuncionais com flúor, cloro ou bromo.

Então você pode ter um exame de T3 e T4 normal, mas ainda assim estar com Hipotireoidismo. Os sintomas clínicos são sempre os mais importantes e devem ser considerados SEMPRE, mesmo que os exames estejam normais.

Outra causa do Hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença auto imune que como toda doença auto imune, começa no INTESTINO. (leia o artigo “Permeabilidade intestinal”)

Os sintomas de hipotireoidismo são:   Sonolência, ganho de peso e dificuldade para eliminar, cansaço, alterações no humor, falhas na memória, pele seca, intestino preso, unhas fracas, queda de cabelo, dores musculares, pés e mãos gelados, sensação de frio excessivo, anemia, alteração na libido, menstruação irregular, desaceleração dos batimentos cardíacos, colesterol alto, e sintomas de depressão. Se você tem alguns destes sintomas mesmo com exames de T3, T4 e TSH normais você pode estar com hipotireoidismo. Um teste simples que você pode fazer em casa é verificar a temperatura basal, que é a primeira temperatura do dia, ao acordar e antes de levantar da cama. Deixe um termômetro ao lado de sua cama e ao acordar verifique a sua temperatura. Faça isto por 5 dias e depois faça a média matemática, ou seja, soma as 5 temperaturas e divide por 5. Esta média deve estar em torno de 36,5. A tireóide tem várias funções no corpo e uma delas é manter a temperatura corporal que deve ser no mínimo 36,5 (porque as enzimas corporais dependem desta temperatura para funcionarem bem).

Se você tem sintomas e a média de sua temperatura basal está abaixo de 36,5, sua tireoide está hipofuncionante, ou seja você está com hipotireoidismo. Ai é preciso verificar qual a causa e tratá-la, ou seja se a causa é auto imune, vamos tratar o intestino, se a causa é intoxicação, temos que desintoxicar e fornecer as matérias primas básicas para sua tireóide produzir o hormônio (nutrir). Apenas quando não temos respostas com estas condutas, ai sim entramos com  a reposição dos hormônios tireoidianos, mas com os bio idênticos.

As x mesmo tomando os medicamentos para hipotireoidismo, a levotiroxina sódica, um sintético da tiroxina (T4), a pessoa  pode continuar com sintomas da doença, porque o corpo precisa transformar o T4 em T3 (o T3 é que é o hormônio ativo, o T4 é um pró hormônio). Para esta transformação de T4 para T3 é preciso certas enzimas que contém Zinco e Selênio, e se estes minerais estiverem baixos, seu corpo não consegue fazer isto e transforma em T3 reverso, que é o hormônio da hibernação,  ai você não perde peso mesmo, por mais que faça  dietas rigorosas.

Como pode ver o corpo é cheio de nuances e tudo esta intercalado com tudo, uma coisa interferindo na outra. Então, não adianta simplesmente dar um remédio, é preciso ENTENDER o que esta acontecendo no corpo e resolver a verdadeira causa que esta por trás dos sintomas.

Permeabilidade Intestinal

Vamos entender o que é permeabilidade intestinal. O intestino delgado é local onde o alimento é absorvido após ser digerido e transformado em partículas muito pequenas. O tecido intestinal saudável não deixa passar para o sangue as moléculas grandes que não foram digeridas direito, mas quando existe uma inflamação provocada por certos alimentos ou parte deles, como por exemplo a gliadina (parcela não digerida do glúten), o tecido intestinal se rompe e abre “furos”, que deixam passar macroproteínas que NÃO deveriam passar normalmente.

Quando estas moléculas entram no sangue o sistema imunológico não reconhece e as considera um corpo estranho e então produz anticorpos contra elas. E ai começa todo o problema, pois vamos dizer que esta proteína seja composta por aminoácidos que vou denominar “ABCDE”, o sistema imunológico produz anti corpos “anti ABCDE”, mas ai tem alguma proteína no seu corpo que é “aBCDE”, ou seja é parecida com a macromolécula que entrou e seus anticorpos confundem e começam a atacar as duas moléculas a que entrou e a do seu próprio corpo. E assim começa a Doença Auto imune.

Antes deste conhecimento da permeabilidade intestinal, eu NUNCA entendi a doença auto imune, sempre julguei inconcebível que nosso corpo tão sábio, de repente do nada começasse a se auto agredir. Depois deste conhecimento tudo ficou mais fácil de compreender.

A Permeabilidade Intestinal é um fator imprescindível para se desenvolver Doença Auto Imune, as outras duas são: – Susceptilidade genética e  Exposição ambiental (a toxinas, e alimentos que você possa não digerir).

E a medida que aumenta sua permeabilidade intestinal, se agrava a sua doença auto imune. Assim a Doença Auto Imune começa no INTESTINO , e só tem cura se você curar o intestino. Aliás segundo HIPÓCRATES , o Pai da Medicina : “Toda doença começa no intestino”, e agora fica muito claro  entender o por que.

A Inflamação, que acabamos de ver que leva a permeabilidade intestinal,  também reduz as bactérias boas e aumenta o crescimento das bactérias ruins, desequilibrando a microbiota intestinal, isto causa gases e distensão abdominal e mais inflamação, seguindo num ciclo vicioso que só vai piorando.

Cansaço, fadiga crônica, disfunção cognitiva, gases, distensão e dor abdominal, prisão de ventre ou diarreia, insônia, variações de humor, dores de cabeça,  aumento de peso são sintomas comuns a permeabilidade intestinal. Mas se você não cuida, vai  evoluir  para alergias , erupções na pele, ansiedade, depressão e depois para doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, demência, doenças cardíacas , doenças auto imunes e câncer.

Fatores que podem contribuir para Permeabilidade Intestinal:

– Stress: emocional e/ou metabólico

– Glúten

– Toxinas

– Excesso de Lipopolissacarideos (LPS) que em geral estão nas paredes de bactérias infecciosas

Você tem algum sintoma dos citados aqui? Tem alguma doença crônica que gostaria de resolver? Então é bom começar a olhar para o que esta comendo e o estilo de vida que esta levando. E é hora de começar a fazer mudanças.

Glúten

Dieta sem glúten é moda ou tem motivos para se falar tanto nisto ultimamente?

Bem vamos lá , grandes médicos pesquisadores e estudiosos associam o glúten a vários distúrbios e não apenas ao que ele é conhecido de provocar : a Doença Celíaca.

E o que é Doença Celíaca, é uma reação imunológica a má digestão das proteínas do trigo, centeio e cevada, cujo a principal  proteína é o glúten e que leva a uma alteração nas vilosidades intestinais, muitas vezes deixando o intestino “liso”, sem vilosidades. Então só se fecha o diagnóstico de Doença Celíaca quando se visualiza esta alteração através de biópsia.

O trigo foi modificado no final dos anos 70, para ter maior produção de grãos, e nestas alterações ele ficou com 400 vezes mais glúten do que o trigo original. Então, se você tem mais de 40 anos, o pão da sua infância era bem diferente do de agora.

Estudos nos EUA mostram que em 1970 apenas uma de cada 500 pessoas tinha Doença Celíaca, em 1980, passou a ser uma a cada 250 ,  no ano de 2000, uma a cada 100 pessoas , e  por fim em 2010,  uma a cada 50 pessoas. Se fizermos a progressão é fácil concluir que o ano que vem, 2020 teremos uma pessoa com doença celíaca a cada 25 pessoas. Então é uma realidade que a doença celíaca está crescendo.

Além disso temos a sensibilidade NÃO celíaca ao trigo (que é um número muito maior de pessoas), que pode ser uma reação a qualquer um dos componentes do trigo, ao glúten e também pode ser uma reação as LECTINAS, que causam formação de coágulos no sangue;  pode ser aos carboidratos conhecidos como FODMAPS, responsáveis pelos gases, distensão e dor abdominal, prisão de ventre e/ou diarreia.

O trigo tem também substâncias que se parecem com os benzodiazepínicos, e com a morfina, e ocupam os mesmos receptores destas drogas:  Acalmam, dão prazer e VICIAM. “É impossível comer um só” – bem diz a propaganda de certo biscoito.

A sensibilidade ao glúten podem se manifestar de inúmeras maneiras diferentes e podem ser tão severas quanto a Doença Celíaca. Mas podem ser mais leves e lentamente crescentes e você nem se dá conta.

O Glúten não é totalmente digerível pelos seres humanos. E a Gliadina, uma parcela não digerida do glúten é que provoca a permeabilidade intestinal. (leia o artigo seguinte sobre isto).

Em estudos recentes, pesquisadores concluíram que a maioria dos seres humanos desenvolvem permeabilidade intestinal quando expostos ao glúten, mesmo sem ter doença celíaca ou sensibilidade não celíaca.  E o Dr Alessio Fasano doutor em medicina na Universidade de Havard é mais incisivo  e diz:    “ O glúten causa permeabilidade intestinal em TODOS os seres Humanos”

Uma permeabilidade temporária. Felizmente nosso intestino tem grande poder reparador e se “conserta” em aproximadamente 5 horas, se você não tem sensibilidade ao glúten. Mas se você tem , pode demorar de 36 horas até 3 a 7 dias para o reparo.

Acontece que mesmo que você não tenha sensibilidade ao glúten, o seu intestino leva 5 horas pra se refazer do estrago. Mas você come um pão no café da manhã. Uma macarronada no almoço, um biscoito no lanche da tarde e uma torta de frango no jantar… Ou seja, não dá tempo do seu intestino se restaurar, e isto todos os dias… O que você imagina que acontece? Com certeza permeabilidade intestinal crescente e pior a cada dia… E os sintomas ficando cada vez maiores e você passando por inúmeros especialistas sem solução…

Bem sei o quanto é difícil tirar o trigo e glúten da alimentação, mas peço que depois deste artigo, procure ler mais sobre o assunto, e indico para começar, o livro: “Barriga de trigo” do médico americano Willian Davis. Depois tente ao menos diminuir o trigo no seu dia a dia (dê tempo para seu organismo se recompor), ou mesmo se proponha a ficar uma semana ou um mês sem glúten para ver como se sente.

Horta em Casa

Que tal uma horta em sua casa  ?

Você sabe que uma boa alimentação é imprescindível para uma boa saúde. E que verduras e legumes devem fazer parte de todas as refeições. Mas você sabe de onde vem e como são cultivados as hortaliças o que você e sua família consomem?

Para ter certeza que está comendo vegetais saudáveis e sem venenos, a forma mais prática é você mesmo cultivá-los . Sim isso mesmo, você pode ter uma horta orgânica em sua casa. Não importa o espaço que você disponha, um quintal, ou uma varanda de apartamento, existem formas de aproveitar qualquer espaço.

Uma pequena horta, horizontal ou vertical, pode suprir uma boa parte das necessidades de uma família, com garantia de qualidade e certeza que está consumindo produtos sempre frescos.

Tomate, couve, rabanete, espinafre, alface, cenoura, pepino e muitas outras hortaliças podem ser plantadas em pequenos espaços, de forma simples, e com pouco trabalho. Basta ter uma área bem iluminada que receba a luz do sol por algumas horas.

Além da qualidade do alimento, o próprio ato de plantar aquilo que você e sua família vão consumir , é terapêutico. Cultivar nos reconecta com a Natureza. Acompanhar todas as fases, da semente à colheita , vendo o desenvolvimento das plantas, nos liga novamente a nossa essência e aos ciclos da vida.  E nos possibilita ver que fazemos parte destes ciclos e da própria natureza . E isso é muito importante, principalmente para nossas crianças.

Vamos cultivar? 

Fizemos um curso dia 21/09/2019 e foi tão bem procurado e aceito que estamos com a proposta de manter cursos periódicos a cada 3 ou 4 meses. Se você tem interesse em fazer nosso curso, mande e-mail, que te avisaremos quando será o próximo.

Veja umas fotos do curso :

“Curando o Incurável” – Um livro que vale a pena ler

Este é um livro que vale a pena ler. Uma estória comovente onde a autora descreve sua trajetória de cura de um melanoma. Inicialmente fez uma cirurgia, mas se sentiu mutilada e quando o câncer voltou a opção foi por procurar outros caminhos de tratamento.

A cura tem uma trajetória que nem sempre é fácil, a agravação faz parte da cura e nem sempre é agradável. Sentimentos diversos se misturam,  dúvidas,   solidão, medo, a fé que oscila, o emocional que balança e por fim a vitória da vida e da saúde. Um belo relato , muito gostoso de ser lido.

Câncer tem um peso, tem um estigma, tem tratamentos duros e pesados, que não é nada fácil enfrentar. Mas a boa noticia é que tem remissão, tem tratamentos naturais como este que a autora fez, “Terapia de Gerson” , uma terapia a base de alimentação e desintoxicação. Uma esperança, uma luz no fim do túnel.

Estamos com os últimos exemplares da ultima edição brasileira. Entre em contato se quiser adquirir : (11) 97508-5437

Microbiota Intestinal

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Você sabia que temos mais bactérias em nosso intestino que células em nosso corpo? Isto mesmo, temos 100 trilhões de bactérias e aproximadamente 4 mil espécies diferentes.   Continue lendo

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Jejum é um tema polêmico na sociedade atual, onde se preconiza comer a cada 3 horas. Mas eu nunca segui esta regra, e nunca me preocupei pelo fato de ficar horas sem comer, Continue lendo

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