Quem sou eu

CONHEÇA MINHA HISTÓRIA

Como adoro contar estórias, hoje vou contar um pouco da minha estória em pequenos capítulos e de uma forma descontraída, para que você possa me conhecer um pouco mais.

Por que Médica Homeopata

Desde os 6 anos escolhi minha profissão de médica, lógico que ninguém me deu atenção na época, mas continuei firme na minha escolha, até que passei na faculdade. A faculdade foi dura demais para quem sonhava com uma medicina humanizada e holística, pois naquela época o currículo médico era focado em especializações (e ainda é). Mas logo no segundo ano da faculdade entrei em contato com a homeopatia e ouvi uma frase que me fez escolher minha especialidade:     ” Para homeopatia não existem doenças e sim doentes” – Isto era tudo o que eu queria para mim, cuidar de DOENTES e não de DOENÇAS.

E assim segui estudando a parte curricular normal da faculdade e uma outra parte (extra curricular) , a Homeopatia, num grupo de estudo criado  pelo querido amigo João Emanuel (profunda gratidão e saudades, meu amigo!) Me formei apesar dos professores e alguns colegas insistirem em dizer que eu não dava pra medicina, pois era muito sensível. Confesso que algumas vezes estas opiniões me abalaram... Mas por outro lado, não cansava de ouvir dos pacientes: "Você nasceu para ser médica",  e isto me fortaleceu e não tive mais nenhuma dúvida que ser médica era a minha missão, médica que cuida de doentes e não de doenças, médica homeopata.

E assim que me formei ingressei para o meu curso de pós graduação em homeopatia no IHB - RJ.

Por que Médica de Família

Desde criança tinha idéia de que ser médico, era ser médico de família, talvez influenciada meu padrinho o Dr Bechelli, que era o médico da minha cidade natal, ele cuidava da família toda, ia em casa quando alguém ficava doente. Quando cursava a faculdade ninguém falava deste médico, só se falava em especialistas. No internato (último ano) tínhamos que escolher qual especialidade íamos seguir, e foi difícil escolher. Eu acabei fazendo um pouco de saúde pública, um pouco de pediatria, um pouco de clínica, sem saber, eu acabei criando para mim um internato em "saúde da família" coisa que na época não existia. E assim me formei com esta visão bem geral. Minha excelente faculdade de Medicina da UFF me deu grande suporte para me tornar a médica que eu queria ser. Depois de concluir a faculdade e a pós graduação em Homeopatia, comecei a atender em consultório: crianças, adultos e sendo médica de famílias inteiras. Em 1994 é lançado pelo Ministério da Saúde,  o Programa Saúde da Família , que surgi com o objetivo de concretizar o SUS, e então lá fui eu para o PSF. Participei dos primeiros PSFs do Brasil, foi difícil, não digo que foi como inventar a roda, mas costumávamos dizer que era como ter que trocar o pneu da bicicleta com ela andando. Era uma relação de amor e ódio, principalmente porque não tinha como fazer minha  homeopatia ali. Mas aprendi muito, foi uma grande escola e aprendi a  amar profundamente o trabalho da saúde da família.

Por que Fitoterapia e Plantas Medicinais

Como no PSF não podia fazer homeopatia (por diversas razões) acabei me focando na fitoterapia, que como costumo dizer é uma irmã querida da homeopatia. Desde a faculdade eu costumava anotar o nome dos chás que os pacientes falavam que tomavam e para que fim usavam e depois lá ia eu para os livros tentar encontrar respaldo científico, mas este interesse na verdade foi motivado pela minha avó Nair, que sempre nos dava um chá para curar e sempre tinha uma receita de um remédio caseiro para toda a vizinhança, dizia que aprendera com seu pai, meu bisavó Eduardo, que foi farmacêutico e médico. Então, se este interesse é genético ou apenas amor familiar, eu não sei, o fato é que eu amava e amo as plantas medicinais e descobri que sempre tem uma em algum quintal por ai, e fica fácil orientar o uso, e conversar sobre elas com os pacientes, e assim fui resgatando conhecimento popular e tradicional e aumentando meu conhecimento nesta outra arte de curar. Até que se tornou comum os pacientes me trazerem plantas que curavam e foi quando resolvemos fazer uma horta medicinal comunitária, a primeira...

Por que  Médica da Horta 

Eu sempre  adorei jardins e hortas, e sempre plantava para observar e cuidar, eu segui pela vida tendo sempre plantas ao meu redor, ainda que fosse em vasos e em pequenos espaços. Imagine, quando pude plantar em espaços maiores, com mais gente, como aconteceu na primeira horta medicinal comunitária, consegui unir a minha profissão com o meu lazer, imaginem vocês que alegria. Sem contar que plantar é altamente terapêutico por si só, e ao lidar com as plantas, cultivando-as, e cuidando delas, elas também cuidam de você. (Hoje já tem trabalhos científicos sobre isto). Bem, não é preciso dizer que muitas outras hortas vieram. Quando eu chegava num posto de saúde novo, a primeira coisa que eu olhava e pensava era: "Onde dá pra fazer uma horta?" E já começava a estimular a população para isto. E depois de plantar as medicinais, a gente seguia plantando temperos e depois hortaliças, porque não? Afinal o pai da medicina já dizia: “Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio”.

Mas o nome "a médica da horta" se fixou mesmo quando o Dr. Jorge Biolchini, meu médico, meu professor e meu amigo me convidou para fazermos a horta medicinal da casa da Medicina da PUC - RJ. Quando fui conhecer o local ele me apresentou para todos: "Esta é a médica da Horta". E é com muito orgulho que levo mais este título, como se fosse mais uma pós graduação que fiz não em uma universidade, mas na vida.

Por que Contadora de Estórias

Nas rodas de conversa no PSF, falávamos de plantas, de cuidados com a saúde, e surgiam muitas estórias,  e com elas lágrimas e gargalhadas e no meio disso tudo, surgiam melhoras e curas, as pessoas iam deixando de tomar os anti depressivos, e os remédios pra dormir. Comecei a perceber a força da roda, a força do estar junto, a força das estórias, e me lembrei que antigamente isto era comum, as pessoas sentavam na varanda e contavam estórias. As comunidades tradicionais do mundo inteiro sempre sentam em roda para contar estórias e conversar. Coisa que a nossa sociedade atual perdeu. Bem, diante desta percepção, comecei a fazer mais rodas de conversa, e rodas para contar e ouvir estórias. E por quê contar estória? Porque estórias mexem com o nosso emocional, porque estórias nos faz refletir, porque com as estórias aprendemos e não esquecemos mais, porque quando ouvimos uma estória gostamos de contá-la para outras pessoas e vamos difundindo assim os ensinamentos, as reflexões. Uma estória é como uma pedra no lago, vai formando círculos, e você não tem nem idéia até onde pode ir.

Eu vi as estórias percorrendo casas e mudando pessoas, mudando aos poucos comunidades...

Então tive clareza que as estórias precisam ser contadas, e eu quero ser sempre uma contadora de estórias, como fui desde criança, como me lembrou uma amiga de infância, da minha terra natal, a Silvia: "você vivia contando estórias", "sempre que conto estórias pros meus netos hoje em dia, eu me lembro de você"... Me emociono com isto... Olha ai a pedra jogada no lago....

E esta sou eu, médica que cuida de doentes e não de doenças, médica que resgata conhecimento popular, médica que planta remédios, temperos e saladas, que tempera a comida e a vida, deixando tudo mais saboroso,  médica que conta estórias... e que escuta muitas estórias de sofrimentos e que tenta amenizá-los através da artes de curar que domina.

Acho que hoje eu sou, tudo o que sempre quis ser, na verdade sou o que sempre fui, pois todo o potencial sempre esteve presente desde a infância (percebo claramente isto contando esta minha estória agora), mas quero ser mais, quero continuar crescendo, aperfeiçoando, melhorando, aprendendo sempre, para poder fazer um tiquinho de diferença neste mundo.

Trazendo ao mundo a CLÍNICA SAÚDE PLENA - 

Foi surgindo a ideia de uma clinica minha, com parceiros afins, tudo aconteceu muito mais rápido do que eu mesma esperava. Em 18 de outubro de 2017 inauguramos a Clínica Saúde Plena, no EUROVILLE MALL - torre 1 , sala 511. Outros parceiros foram chegando e hoje já somos uma equipe considerável - Médicos, nutricionista, fisioterapeuta, acupunturista, psicologa, terapeutas, e a idéia é continuarmos a crescer e levar SAÚDE PLENA a um grande número de pessoas, cumprindo nossa missão nesta vida.

 

Currículo Acadêmico

 

Experiência Profissional

 

Coordenação e participação em projetos

 

 

Atividades Didáticas

 

 

Perfil Profissional